Caiu um pouco o preço da cebola na roça em relação à informação divulgada três semanas atrás, quando o saco de 45 quilos estava sendo vendido a R$ 50. Agora, o valor médio que está sendo pago aos produtores é de R$ 30 por saco, mas, ainda assim, esses preços são considerados bons. A cebola oriunda da semente Optima vem conseguindo uma cotação melhor no mercado, em relação à da semente Superex.
O custo de produção da safra rio-pardense deste ano, segundo os especialistas, deve estar oscilando de R$ 15 a R$ 18 por saco colhido. Estima-se que em torno de vinte e cinco por cento (25%) dos produtores de cebola no município já estejam agora colhendo e vendendo o produto, mas a maior parte só iniciará a colheita em agosto.
Antônio Carlos Pizani, o Mangão, tradicional comerciante de cebola em São José do Rio Pardo, informou há alguns dias que há uma tendência de o preço da cebola na roça cair um pouco porque a produção deste ano é grande e o consumo nacional, por enquanto, ainda está pequeno.
Já o comerciante Ayrton Feltran acredita que o preço desta semana, de R$ 30 por saco, “voltou ao que tinha que ser”, lembrando que nos dias 26 e 27 ela havia caído além do esperado: de R$ 20 a R$ 25. “Agora ela deu uma reagida, até porque a qualidade está muito boa”.
Em relação à mão de obra na roça, Mangão disse que o valor que está sendo atualmente pago pelos produtores oscila de R$ 3 a R$ 3,50 por saco colhido. “Em média, os catadores de cebola arrancam e ensacam de 20 a 25 sacos por dia”, comentou.
Fiscalização
O Ministério do Trabalho informou esta semana que as fiscais Delci e Nídia estão fazendo um trabalho de campo nesses dias, em São José do Rio Pardo. Segundo informações, elas estariam indo aos locais onde está ocorrendo colheita de cebola para averiguarem a situação trabalhista dos catadores. Não foi possível, porém, obter maiores detalhes dessa fiscalização. Na sexta-feira, dia 30, uma das fiscais ligou para o jornal e informou que o trabalho delas é de averiguar se o transporte dos catadores de produtos agrícolas é feito em veículos adequados, se há registro trabalhista, se há banheiros nos locais onde os mesmos trabalham, etc. Disse ainda, por fim, que a partir de agosto a fiscalização in loco será maior.
Cebola mineira
Mangão disse ainda que, em seu armazém no Distrito Industrial, uma parte da cebola selecionada e ensacada para venda é comprada aqui mesmo em São José. Outra parte, porém, vem do Triângulo Mineiro (MG), onde a cebola é mais cara e, em função da aparência, chega a ser também mais aceita no mercado. O comerciante rio-pardense diz que vende cebola para Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e cidades do estado do Paraná, entre outras localidades.
Ainda não se sabe ao certo qual foi o efeito da chuva de granizo que caiu no dia 13 de julho em toda a região, sobre a produção de cebola. Alguns produtores acham que ela não afetará muito porque, naquele momento, cerca de noventa por cento (90%) do bulbo ainda estavam sob o solo e não foram diretamente atingidos. Ayrton Feltran já havia mencionado, duas semanas atrás, que o clima foi amplamente favorável à cebola neste ano, sendo este o fator principal do ótimo desempenho do produto nesta safra. Por essa causa a produtividade prevista para este ano é de dez por cento 10% a mais que a de 2009.
Os maus resultados obtidos em anos anteriores deixaram vários produtores locais em situação financeira delicada, o que aumentou ainda mais a esperança de uma boa safra neste ano. Se o saco de 45 quilos se mantiver, no decorrer desta safra, acima de R$ 20 na roça, já resultará em lucro para a maioria deles.