
Novo curso terá 5 anos de duração e vestibular em julho oferecerá 40 vagas
A Faculdade Euclides da Cunha – FEUC tem um novo curso na sua grade e, após vários anos dedicando-se aos cursos de licenciatura e habilitação para formação de profissionais do magistério, a instituição caminha para a área de desenvolvimento tecnológico, com o curso de Engenharia de Produção, que já no mês de julho deverá oferecer 40 vagas através do processo seletivo de vestibular.
Segundo o diretor em exercício, Ary Menardi Júnior, o Conselho Estadual de Educação deverá avaliar a estrutura para efetivamente autorizar a implantação do curso, o que deverá ser feito nos próximos dias, quando técnicos do Conselho visitarão a cidade.
Ary diz que é grande o interesse tanto da instituição quanto da Prefeitura para a implantação do curso e acredita que o município “certamente atenderá todas as necessidades para a sua efetiva aprovação”.
Além do curso de Engenharia de Produção, com cinco anos de duração, o Conselho Estadual da Educação analisa o processo para aprovar o curso técnico de Gestão de Produção Industrial, com duração de dois anos.
O trabalho para implantar novos cursos na FEUC, além dos cursos voltados para o magistério, tiveram início com a criação do Instituto Superior de Educação (ISE), aprovado em 2004.
Com a implantação dos cursos, a FEUC deverá realizar concurso para a contratação de professores da área de engenharia.
O curso
É o ramo da engenharia que gerencia os recursos humanos, financeiros e materiais para aumentar a produtividade de uma empresa. O engenheiro de produção é peça fundamental em indústrias e empresas de quase todos os setores. Ele une conhecimentos de administração, economia e engenharia para racionalizar o trabalho, aperfeiçoar técnicas de produção e ordenar as atividades financeiras, logísticas e comerciais de uma organização. Define a melhor forma de integrar mão de obra, equipamentos e matéria prima a fim de avançar na qualidade e aumentara produtividade. Por atuar como elo entre o setor técnico e o administrativo, seu campo de trabalho ultrapassa os limites da indústria. O especialista em economia empresarial, por exemplo, costuma ser contratado por bancos para montar carteiras de investimentos. Esse profissional é requisitado, também, por empresas prestadoras de serviços para gerenciar a seleção de pessoal, definir funções e planejar escalas de trabalho.
Mercado de trabalho
As perspectivas são boas para o engenheiro de produção. Em muitos casos, empresas como Nestlé, IBM, Oracle e Scania vão até as faculdades em busca de alunos que estão concluindo o curso. Cerca de 70% das contratações são feitas por bancos, administradoras de cartão de crédito e empresas multinacionais. As 30% restantes partem de indústrias. No primeiro caso, o engenheiro de produção atua na gestão de carteiras e análise de investimentos de clientes bancários. No segundo, trabalha com logística, coordenação de produção e sistemas produtivos. Engenheiros com uma formação sólida também têm boas chances de seguir carreira no exterior. Outros dois ramos em evidência são o mercado acionário e o de transporte, com destaque para as concessionárias que administram rodovias. A maioria das vagas concentra-se no Sudeste, mais precisamente em São Paulo e no Sul. No Nordeste, o destaque é o pólo têxtil do Ceará. (Fonte: Guia do Estudante/ Editora Abril)