
O engenheiro mecânico que aposentou o diploma e investiu na produção de coxinhas
Izildinha Campos
Engenheiro mecânico, Fabiano José da Silva, 35 anos, deixou a profissão de lado e está no mercado como comerciante de salgados. Começou, claro, pela necessidade financeira. No início, segundo lembra, foram 14 coxinhas. “Achei que nem fosse vender”, lembra. Mal sabia que, anos depois, esta seria sua principal fonte de renda.
Aquelas 14 coxinhas se multiplicaram. A produção evoluiu e houve necessidade, inclusive, de aumentar a mão de obra para oferecer outros produtos, todos no ramo da alimentação. Assim, “a coxinha do Fafá” ganhou fama, e a comercialização passou a ser tão rentável que se tornou a fonte de sustento da a família.
“Foi na época de vacas gordas que eu decidi cursar faculdade fora de São José”, disse. Naquele período deixou os negócios por conta da família e foi estudar na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), de onde saiu engenheiro mecânico, com mestrado em Engenharia Biomédica.
Apesar de ter exercido a profissão, Fafá decidiu dar um tempo na carreira e retornou para São José, onde retomou aquilo que havia iniciado: a fabricação de salgados. Deu cara nova para os negócios, expandiu a comercialização para as lanchonetes, bares e padarias e agora já fornece para cidades da região como Tapiratiba, São Sebastião da Grama, Casa Branca, Vargem Grande do Sul, Itobi e Divinolândia. O sucesso é crescente e já há pedidos para fornecer em São Sebastião do Paraíso, Franca e Passos.
Segundo Fafá, na primeira e segunda visita ele vai pessoalmente fazer a demonstração dos produtos para comercializá-los, além disso as encomendas são realizadas pelo telefone e as entregas são feitas uma vez por semana.
Atualmente o Fafá vende cerca de 6 mil coxinhas por semana, com média de até 400 coxinhas por dia. “Meus plano é transformar isso num grande negócio e produzir 10 mil unidades por mês”.
Segundo Fafá, a receita da coxinha é da avó, que foi melhorada, mas sem deixar o jeito simples de fabricar. “Tudo é natural, não há utilização de condimentos prontos”, garante, sem revelar, claro, alguns segredos.
“A coxinha é simples, mas ninguém consegue fazer igual, eu jamais deixaria de produzir coxinha para exercer minha profissão”, finaliza.