Além dos buracos, há entulhos e até ratos próximos ao restaurante, além do cheiro da ETE
Eduardo Eron
Proprietários de algumas empresas situadas no Distrito Industrial ligaram para o jornal nesta semana e reclamaram do que definiram como “total abandono do Distrito rio-pardense”. A queixa principal é contra o asfalto de praticamente todas as ruas, mas também houve fortes reclamações contra entulhos, ratos, mato e até contra a Estação de Tratamento de Esgoto próxima ao posto de combustível, que exala cheiro ruim por toda a região, em alguns momentos do dia. Vários desses problemas são crônicos e antigos, tendo começado em gestões passadas e permanecem sem solução até hoje.
Gazeta foi ao Distrito e fotografou apenas algumas ruas, o que já foi suficiente para traçar uma espécie de “raio x” da situação caótica ali encontrada. As ruas fotografadas são, na verdade, um espelho do que hoje é considerado um dos problemas principais da cidade: os buracos em quase todos os bairros, principalmente no Carlos Cassucci, no Vale I, no Vila Verde, na Vila Brasil etc.
Para quem sobe a primeira rua à direita depois do posto de combustível, na entrada do Distrito, e vira a primeira à esquerda, já se depara com buracos enormes na avenida Antônio José Quessada. Bem em frente a esses buracos começará a funcionar uma fábrica de bojos de soutiens, com entrada e saída constante de caminhões, sendo fácil perceber a necessidade urgente de conserto no lugar. Embora seja uma avenida, ela é relativamente curta e está com pontos críticos em vários locais.
Outras ruas esburacadas
A rua seguinte é a Antônio Gimenes, cujo estado faz o usuário crer que há muitos anos aquele espaço não recebe qualquer serviço de tapa-buracos. Não parece ser, portanto, culpa exclusiva da atual administração. Por ser uma rua com fluxo aparentemente menor de veículos pesados, deveria estar em uma situação um pouco melhor, o que não ocorre.
Numa transversal da rua Antônio Gimenes está a rua João Mariano de Oliveira, onde há uma marmoraria e algumas outras empresas. É uma das mais esburacadas do Distrito, dando para perceber que o fluxo de veículos ali é intenso.
Paralela à Antônio Gimenes, indo em direção ao centro do Distrito, está uma rua sem placa alguma. Nela há um barracão de uma empresa de energia elétrica, um outro de estruturas metálicas e ainda a parte de fundo de uma firma especializada em cebolas. Também ali o asfalto está caótico.
Na rua Sérgio Américo Ribeiro, que é a rua do Restaurante Zé Luiz, o problema não é tanto o asfalto e sim os entulhos situados nas proximidades, os quais, aparentemente, nunca são recolhidos pela Prefeitura. Assim que soube que o repórter da Gazeta estava presente, um dos industriários que estavam no restaurante se aproximou e foi logo disparando: “Estamos completamente abandonados aqui, estamos no fundo do poço”. E explicou: “As ruas estão todas esburacadas, há ratos bem na esquina ao lado, que ficam alojados na sujeira e nos estulhos jogados na calçada e o mau cheiro que vem às vezes lá de baixo, da Estação de Tratamento, é insuportável”.
‘Onde estão os guardas?’
Um comerciante também presente no estabelecimento garantiu que na campanha eleitoral João Luis prometeu colocar guarda municipal à noite, para fazer rondas pelo Distrito. “Só o meu estabelecimento já foi roubado duas vezes, em outubro”, protestou. “Onde estão os guardas prometidos? Onde está a melhoria na segurança do Distrito?”
O desabafo do comerciante foi confirmado por uma empresária, que chegou ao restaurante quase na mesma hora. Ela disse ter sido uma das primeiras pessoas a montar empresa no Distrito, afirmou ser amiga do prefeito e pediu para não ser identificada (assim como o comerciante e o industriário), mas confirmou: “As ruas aqui estão precisando urgentemente de conserto”.
Na rua Vendramim Semensato, perto do restaurante, há outro problema: entulho, muito entulho, sendo este, possivelmente, um dos focos dos ratos mencionados pelo industriário. Pela aparência do entulho, o material deve estar jogado ali há vários dias.
Perto dali há outro problema: pneus velhos e outros tipos de entulhos misturam-se a grandes folhas metálicas. O lugar parece propício à proliferação de insetos também.
Mato e caminhões velhos
Perto da estrada vicinal para o Sítio Novo, mas ainda no Distrito, há alguns caminhões velhos abandonados no meio do mato. O mato ali é tanto que já tomou conta de alguns desses veículos, sendo um péssimo “cartão postal” para qualquer empresário que venha de fora conhecer o Distrito rio-pardense. O cenário sugere, mais do que qualquer outro, a idéia de abandono total. Lamentável!
Indo em direção ao Cassucci, a avenida dos Braghettas, a principal do distrito, já esteve pior e agora está menos ruim. A Prefeitura fez nela, em 2009, um serviço de tapa-buracos que incluiu melhorias em seu prolongamento, pavimentando inclusive um trecho de terra próximo a uma lombada. Agora, contudo, há necessidade de refazer esse trabalho.